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Metal Front vol. I Conheça a banda CAOSCENTRIA

Hoje damos inicio na parceria entre o Imagem, Som e Fúria e as Produções RED FRONT, como todos já sabem as bandas que participam do Blog também recebem convite para integrar a coletânea organizada pelo RED FRONT intitulada de Metal Front vol. I a partir de agora cada banda confirmada na coletânea ganha espaço aqui no ISF com um post composto por informações sobre a banda, entrevista e espaço para divulgação no fórum da banda RED FRONT, na sessão BANDAS PARTICIPANTES DA METAL FRONT – VOL I.

Gostou da proposta? Está interessado em participar do Blog ou da Coletânea?

 Então mande um e-mail para isfuria@hotmail.com para participar!

 

Banda da vez: CAOSCENTRIA

 Banda de Thrash Metal formada no ano de 2003, com letras em português. A banda lançou duas “demos” não oficias (sem nome) com o único objetivo de divulgar a mesma. A banda já dividiu o palco com bandas importantes do cenário nacional, tais como: Claustrofobia, Andralls, Torture Squad, Korzus e muitas outras.
Influências: Slayer, Testament, RxDxP, Cannibal Corpse.

INTEGRANTES

Ivan Oliveira – Vocal
Gabriel Galbes – Guitarra
Camylo Oschinis – Guitarra
Rafael Galbes – Bateria
Breno Nardone – Baixo
INFORMAÇÕES RELEVANTES SOBRE A BANDA

Discografia: Demo Caoscentria (05), Demo Caoscentria (07).

METALFRONT

Participa com a música: “Revolta” (Faixa 02)

INTERNET

Myspace: http://www.myspace.com/caoscentria

CONTATO

E-mail: rafathrash@gmail.com ou caosthrash@gmail.com

 Entrevista Metal Front – Caoscentria

MF: De início faça uma breve apresentação da banda contando um pouco sobre o estilo que vocês tocam, localização, tempo de estrada, etc,…

(Gabriel) Achamos que rotular uma banda é algo meio complicado, pois ao longo de 7 anos de banda, conseguimos elaborar músicas que apresentam características diferentes. Desde o Hard Core até o Thrash/Death passando por vérias vertentes do Rock. Isso é algo que já estamos acostumados. Passou a ser característica da banda este tipo de coisa. Não somos a favor deste tipo de segregação, tipo “somos isso e não aquilo”. Por enquanto preferimos falar que Caoscentria é Caoscentria.

 

MF:  Comente um pouco sobre como foi formada a banda. Como os integrantes se conheceram.

(Rafael) Formada em 2003 na cidade de Embu Guaçu, com os irmãos Gabriel Galbes (guitarra), Rafael Galbes (bateria) e o primo Gustavo Galbes (baixo), ainda sem vocal, tinham como intuito de fazer um som mais para o lado “punk”, tipo Garotos Podres, R.D.P, Cólera etc. Mas não demorou muito para todos concordarem que não era muito o que a banda queria. Outras influências vieram aos nossos ouvidos. Bandas como Metallica, Sepultura, Testament e Slayer começaram a definir um novo rumo às nossas composições. Ao fim deste mesmo ano Camylo Oschinis, mais um guitarrista, entrou para a banda. Pouco depois, Gustavo deixou a banda por motivos pessoais e o Wellington Mendes assumiu o baixo. Até esta época o Camylo cantava todas as músicas, mas não era o que ele queria. No início de 2004  Ivan Oliveira entrou nos vocais. E assim permanecemos até agosto de 2005. Neste período foi gravada uma Demo com essa formação. Posteriormente, a única mudança que teve, ocorreu neste mesmo ano. Breno Nardone assumiu o baixo devido à saída de Wellington, consolidando a formação atual. Formação esta que gravou outra demo ao fim de 2005, sendo lançada só em 2007, e que dividiu palco com alguns grandes nomes do underground como Claustrofobia, Korzus, Andralls e Torture Squad.

 

MF: Qual o significado do nome Caoscentria?

(Rafael) Ainda nenhum. Entretanto, já que a palavra não existe (propositalmente), decidimos elaborar um significado e divulgar no primeiro play que está por vir. Por enquanto, as pessoas têm que se contentar com a interpretação da imaginação (risos).

 

MF: Qual a temática das letras do Caoscentria?

(Gabriel) Aborda-se no geral, a maioria dos problemas sociais, religiosos, econômicos e políticos, tentando enfatizar “causa” e “consequência” não só do Brasil, mas do mundo. Acreditamos que o sistema do “Capital em primeiro lugar” é responsável pela maioria dos problemas encontrados, tais como miséria, opressão, desigualdade etc. Claro que existem exceções nas letras de algumas músicas como é o caso de “Até o 12:00 h” e “Revolta” que expressam algum tipo de sentimento mais específico com algo cotidiano.

 

MF: A banda opta por escrever as letras em português ao invés do inglês como ocorre na maioria dos casos. Qual a razão disso? Seria uma forma de trasnmitir melhor a mensagem para o banger brasileiro?

(Gabriel) Exato! Não somos contra quem canta em inglês. Pensamos que existe pouco desta situação de cantar em português e isto de certa forma passou a ser uma característica da banda já que começou assim. E por outro lado, do ponto de vista cultural, achamos que os costumes brasileiros devem ser também divulgados da maneira que se pratica. Para nós será difícil abrir mão disso, entretanto, existem situações e situações…

 

MF: Ainda sobre as letras em português: Vocês já sofreram algum tipo de preconceito ou discriminação por parte de alguns bangers mais radicais? Se sim qual foi a postura adotada pela banda?

(Rafael) Não. Ainda não. E sinceramente acreditamos que não iríamos alimentar uma discussão deste tipo uma vez que todos sabem (ou que deveriam saber) que diferentes culturas existem para serem conhecidas e respeitadas.

 

MF: O Caoscentria possui dois trabalhos lançados em forma de cd-demo (Caoscentria 2005 & Caoscentria 2007). Como o público pode adquirir esse material? Além disso, existem planos para o lançamento de um álbum full lenght?

(Gabriel) Na realidade, a demo de 2007 foi gravada no fim do ano de 2005 também. Em dezembro. Apenas demorou a “sair” por questões financeiras.

            Percebemos que as execuções nestas gravações não foram satisfatórias. Apesar do ótimo trabalho do Ciero e do Trek do estúdio “Da Tribo” com gravação analógica, só percebemos que não aproveitamos a situação “aos 45 do segundo”. A banda estava se acostumando a tocar o estilo ainda. Era algo muito recente e aprendemos as duras penas que este tipo de trabalho tem que ser feito com calma, maturidade e muito profissionalismo. Então, os registros de algumas músicas estão no myspace da banda (www.myspace.com/caoscentria). A banda não divulga o que não está lá. Entretanto, esta internet de hoje em dia…

            (Rafael) Ultimamente nós demos uma maneirada nos shows em virtude dos estudos para a gravação do primeiro álbum. Assim que houver uma previsão divulgaremos o andamento da situação.

 

MF: Fazer música pesada no Brasil é para poucos corajosos. O que vocês têm a dizer sobre isso? Qual a opinião da banda em relação ao underground brasileiro nos dias atuais?

(Gabriel) Claro que existem vários fatores que influenciam na decisão do estilo a ser tocado ao se montar uma banda. Mas acreditamos que uma das principais é o próprio “modismo”. Tem quem simplesmente segue a moda e apenas toca porque está na moda sem pensar, e tem os que preferem pensar e “nadar contra a corrente” para mostrar, ou tentar mostrar, que o modismo é apenas mais uma consequência do comodismo brasileiro. Tipo, “sei que está tudo ruim, mas sei como ganhar dinheiro”.

(Rafael) Outro problema é que a maioria das bandas underground não se valoriza. Por exemplo, se uma banda cobra certo valor para tocar, normalmente se convida outra banda que não cobra nada. Quero dizer, não se paga por esse trabalho (que de fato não é para qualquer um) para colocar “qualquer coisa” em cima do palco em uma busca desenfreada do capital. Agora virou costume de algumas casas de shows e de alguns produtores obrigar a banda a vender certa quantidade, muitas vezes absurda, de ingressos para garantir o seu lucro. Isso é triste…

(Gabriel) Por outro lado, o cenário underground é algo que está crescendo, e muito, apesar de todas as dificuldades. Isso é bom! Mas tem que se valorizar.

 

MF: A banda é de Embu Guaçu/SP. Como é a cena underground na região? Existem locais para tocar? Existe algum tipo de incentivo?

(Rafael) A cidade é muito pequena. Os costumes são de gente do interior mesmo. No início da banda a cena era mais movimentada. Devido às várias dificuldades de apoio e locais para se tocar, o metal é algo que quase não se houve falar hoje em dia na cidade, algo que dificulta ainda mais a perpetuação da cena underground por aqui.


MF: Qual a situação mais bizarra, engraçada ou fora do comum que aconteceu em um show do Caoscentria?

Uma vez fomos convidados para tocar no aniversário de um amigo da banda em um sítio perto da divisa da cidade. Chegamos lá montamos as coisas e esperamos um pouco. O que não foi falado para a banda é que era algo só de família, tipo 10 ou 15 pessoas, com mais aquela tia que não se via faz tempo, a vó do sujeito por lá e toda aquela coisa bem família mesmo! Por insistência do nosso amigo, resolvemos tocar, mas paramos na 4° ou 5º música, pois de fato ali não era lugar para isso. Literalmente. (risos).

 

MF: O Caoscentria irá participar com a faixa “Revolta” na coletânea Metal Front – Vol I. Vocês acham que essa música representa bem o que é o Caoscentria? Qual outra faixa indicariam para um ouvinte de primeira viagem?

Não necessariamente. Como havíamos dito, a letra faz parte das exceções. Mas fora isso, a música é bem a cara do Caoscentria sim. “De alguma forma” apesar de ter sido a primeira música que fizemos neste estilo, representa bem a banda bem como “Desordem” que conta com a participação do Marcus do Claustrofobia.

 

MF: Quais são os planos para o futuro?

Primeiramente focar totalmente na elaboração do 1º play. Isso é algo que sabemos que estamos em dívida e que sem isso não conseguiremos pensar em muitas outras coisas. Após o lançamento deste, aí sim correremos atrás de divulgação de uma maneira mais geral. Mas sem um trabalho satisfatório no qual nos sentimos confortáveis não se tem muita opção.

 

MF: Por fim deixe uma mensagem para os bangers que já conhecem a banda ou que passaram a conhecer agora!

Gostariamos de agradecer a todas as bandas que já dividiram o palco com a gente. A todos os fãs que vão aos shows e que sempre nos deram força. Aos bangers novos que estão conhecendo o nosso trabalho através dessa coletânea, o nosso muito obrigado “adiantado”. Agradecer também em especial a banda Red Front que está à frente desse trabalho e que está andando lado a lado com o Caoscentria.

Valeu bangers!